Muito prazer, quadrinhos
 

Uma das coisas de que podemos nos orgulhar ao vermos esses quadrinhos publicados é a nossa teimosia. quando deparada com a proposta de colocarmos hq num livro primordialmente de texto sobre a atração feminina por serial killers, recebemos de muitas editoras belas palavras de desestímulo.

Diziam coisas do tipo “quadrinho só é conhecido por um grupo restrito”, “não imagino assunto que combine menos com quadrinho do que o tema que vocês abordam”, “que desenhos vulgares!”, ou então diziam simplesmente: “quadrinhos?” com uma cara de estranheza como se tivessem flagrado o próprio pai vestido de lingerie dançando cancã.

Muito bem, já que eles estão dizendo tudo isso é porque devemos ir na direção contrária. Seguimos em frente com a ideia e, depois de anos de elaboração, Loucas de Amor, Mulheres que Amam Serial Killers e Criminosos Sexuais saiu com hq do jeito como sempre foram imaginadas: entremeadas ao texto e contando os bastidores da pesquisa do autor sobre o assunto.

Esse Loucas de Amor em Quadrinhos foi selecionado em 2008, num edital para publicação de livro de quadrinhos pela Secretaria de Cultura de São Paulo e traz a parte de hq do Loucas texto, livro já lançado e com carreira próspera, mais o dobro de páginas inéditas.

Agora já sem o compromisso estrito de mostrar os bastidores da elaboração e pesquisa do primeiro Loucas. Abrimos para temas relacionados à pesquisa.

As histórias já publicadas, Os Jacks, As Mulheres dos Jacks, O Bandido Uiva para a Lua e Cartas Marcadas de Batom são totalmente factuais, seguem informações rigorosas e não foram modificadas para essa edição. na história Os Tranqueiras, os leitores poderão notar pequenas discrepâncias de informações em relação ao texto já publicado, afinal tomamos a liberdade de recriar certos diálogos e cenas dentro de situações reais. Já Anão de Ananindeua é baseado em fatos, mas os diálogos são imaginários e carregados de comicidade. Em Querido Diário, Fido assina também o roteiro, como criador dos diálogos e da ideia original. Essa história é totalmente fictícia, mas a “ficha” dos assassinos e estupradores é verdadeira.

Acho que valeu a já antiga teimosia, afinal para fazer quadrinhos que não sejam de superheróis americanos ou de japoneses de olhos grandes dos mangás tem que ser um pouco cabeça-dura.

 

 
     

 

------------------------ Idéias a Granel ----------------------------